O Amor entre o Rio e a Rocha: A "Alma Dividida" na Modernidade
O amor e a sexualidade no Ocidente moderno são o campo de batalha definitivo entre a mudança de Heráclito, a permanência de Parmênides e a busca pela unidade de Aristóteles. Quando um indivíduo vive uma inclinação que não pode ser revelada, essa batalha deixa de ser teórica e torna-se um martírio existencial. O Fluxo de Heráclito: O Desejo como Fogo e Rio Para Heráclito, o mundo é um fogo que se acende e apaga conforme a medida, e "tudo flui". A sexualidade e o amor são forças heraclitianas — vivas, pulsantes e em constante movimento. Tentar estancar esse fluxo é como tentar represar um rio com as mãos nuas. Quando a sociedade ou a própria pessoa tenta abafar sua inclinação real, cria-se uma tensão insuportável. Heráclito dizia que a harmonia nasce dos opostos, mas quando o fluxo interno é amordaçado, a única coisa que resta é uma "guerra" que consome o sujeito por dentro. A Rocha de Parmênides: O "Ser" como Máscara e Prisão Parmênides afirmava que o Ser é...